Exposição 8


“A imaginação é parente do infinito”. – Charles Baudelaire

Em sua origem, a palavra arte indicava a habilidade técnica necessária à produção de um objeto ou ao exercício de determinada atividade.

Assim era a arte o mister dos ferreiros e dos sapateiros, mas também o dos poetas ou dos escultores.

Para as artes que tinham a ver com a produção de objetos úteis, com o tempo preferiu-se usar o termo “ofício”.

Todavia, ainda hoje, quando um ofício é exercido com o trabalho e a criatividade profissional de indivíduos isolados, fala-se de artesanato; e quando um trabalho é bem feito, diz-se que foi realizado segundo os conceitos de “arte”.

Durante muitos séculos, a palavra “arte” limitou-se a indicar as denominadas belas-artes, ou seja, aquelas que tinham uma finalidade estética (a busca do belo): no campo das artes visuais e figurativas. Em tempos mais recentes nos demos conta de que a idéia do que é belo ou do que não o é pode ser muito diferente entre diversos povos, e que ainda para um mesmo povo ela pode mudar ao longo do tempo.

Exposição 8 figura o conceito da imaginação e do Infinito. Sendo o 8 deitado o “laço que sempre retorna a si mesmo”, o infinito pode ser visto de muitas perspectivas. Neste caso podemos usar algumas de suas interpretações como o ciclo da arte que retorna a sua origem, ou até mesmo as intermináveis possibilidades da arte em toda a sua potência transformadora, sendo um importante vetor no processo de transformação cultural.

O artista Billy Saga escolheu 8 de suas obras e as tornou acessíveis. Confira!